África África do Sul vai sozinha?

Mulher no CouchSurfing?

Há muito tempo eu tinha curiosidade e vontade de testar esse modelo de viagem com troca de hospedagem oferecido pela plataforma do CouchSurfing (tradução: Surfe de Sofá 😅).

Já acompanhava a comunidade internacional de bravos viajantes pelo aplicativo do celular desde 2016 e já havia utilizado a função “Hang Out” durante algumas viagens com o intuito de conhecer outros viajantes solitários perdidos pelo mesmo destino que eu.

Mas o fato de ser mulher sempre me deixou com um pouco de medo desse lance de se hospedar sozinha na casa de algum desconhecido, e fui criar coragem para me aventurar após seguir por alguns meses as aventuras da Ana Flávia, do @pelagalaxia, integrante da nossa comunidade do Facebook, que viajou pelo Oriente Médio economizando muito com esse tipo de hospedagem, e tendo experiências culturais incríveis com as famílias que a hospedaram.

Para mim o grande atrativo do CouchSurfing nunca foi o fato de poder me hospedar gratuitamente pelo mundo mas a enorme troca cultural que existe quando nos hospedamos na casa de um morador local em vez de ficar em um hotel ou mesmo hostel cercada de outros turistas. Além das dicas de restaurantes, lugares escondidos, passeios, etc que só um morador local pode saber!

A ideia inicial para minha viagem solo a Cidade do Cabo era usar a comunidade do CouchSurfing para obter dicas preciosas dos moradores e quem sabe até conhecer alguém para ter cia durante alguma das aventuras que estava planejando por lá. Mas assim que deixei pública minha viagem no aplicativo comecei a receber tantas mensagens de moradores oferencendo ajuda e hospedagem, sempre tão solícitos nas respostas que eles acabaram me conquistando: resolvi escolher um host e ficar hospedada com ele ao invés de ficar no hostel que já havia escolhido.

Um pouco a contra gosto acabei optando por um homem, já que as opções de mulheres disponíveis para me hospedar estava bem ruim, ou moravam longe de tudo, ou tinham tantas regras a serem seguidas na casa, que limitariam muito meu conforto. Avaliei apenas os perfis verificados pela plataforma, e com mais de 25 referências de outros hóspedes, li todas as avaliações, e escolhi dentre todos o que tinha mais elogios de mulheres.

Confesso que bateu um medinho quando estava dentro do Uber a caminho da casa dele. Mas garota prevenida que sou, já tinha outras opções de hospedagem na manga, caso algo desse errado.

A experiência foi excepcional, a comunidade presente em Cape Town é enorme e super bem estruturada, antes mesmo de chegar na cidade eu já fazia parte de um grupo de WhatsApp com moradores locais e turistas combinando desde trilhas, museus e cinemas ao ar livre até baladas noturnas.

Fui nos melhores restaurantes, fiz os passeios nos melhores dias e horários, conheci uma turma enorme de sul africanos, cozinhei para eles, ri e dancei muito! Voltei sabendo tudo sobre a cultura e os costumes desse povo tão naturalmente feliz que é o sul africano! 🇿🇦😁

Na minha última noite na cidade, sai com os amigos do meu host para um barzinho, e depois de algumas cervejas ele achegou a tentar me paquerar, mas nada que um “não confunda as coisas” não tenha resolvido muito bem. Foi uma situação natural entre um homem que se interessou por uma mulher solteira na balada, e quando fomos embora para casa ele já nem falou mais nada, super respeitoso!

Acredito que eu tenha tido uma pitada de sorte de principiante: fiquei em um apartamento super bem decorado, com um quarto e um banheiro só para mim, em uma ótima localização na cidade, e meu host virou meu amigo pessoal, desses que vou levar no ❤️.

Sorte ou não, uma coisa é fato: a comunidade do CouchSurfing me conquistou! Após essa experiência já hospedei aqui em casa um surfista australiano e um Português divertidíssimo.

Confie mais no próximo, se doe mais ao desconhecido, mas claro que nunca de maneira leviana: leia todas as referências escritas por outros usuários do aplicativo sobre a pessoa que pretende hospedar ou ficar na casa; cheque se existe verificação de identidade da pessoa pela empresa. Use e abuse de todas as regras básicas e avançadas para cuidar da sua segurança. Dou várias dicas do que costumo fazer em relação à isso nesse post aqui.

Como brasileiros somos bem treinados para perceber maldade nos outros, mas até que ponto essa maldade é real ou somente fruto de um medo enraizado em nossa sociedade?

Conheço várias histórias de mulheres que sofreram assédios durante uma hospedagem pelo CouchSurfing, mas acredito que infelizmente estamos sujeitas a passar por situações como essas em qualquer outro lugar… 😰 Eu mesma já sofri assédio em Hostel nos EUA, por um americano que trabalhava por lá!

E você, tem coragem de se aventurar em uma experiência dessas? Ou já se aventurou e passou algum apuros? Me conta nos comentários! Porque juntas, somos sempre mais fortes!

Mel Guedes

💪😘

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